O fenómeno da entre-IMAGEM é criado pela natureza da superfície da imagem. As curvas em ângulo recto da superfície da imagem criam uma tridimensionalidade, tanto em termos da construção da imagem como da integração espacial do próprio corpo do espectador, que se torna parte de uma escultura orgânica.
A ideia chave de dobrar a imagem desta forma surgiu do exame do rectângulo (depois de Peter Waury de Albuquerque ter realizado imagens cujas molduras não eram precisamente rectangulares. As formas das imagens correspondiam ao conteúdo da imagem. O conteúdo da imagem não era rectangular).
O ângulo recto de duas linhas e cortes na naturalidade mostra apenas uma perspectiva limitada da vida. O ângulo recto como parte do rectângulo ganha aqui expressão para perspectiva. A nossa civilização ocidental integrou mais do que o ângulo recto e o rectângulo. A forma pictórica expandida da entre-IMAGEM, cujo ângulo recto aponta para o observador, demonstra a possibilidade de um maior desenvolvimento de imagens da vida a partir de uma certa limitação.
Em tudo isto, as dobras estão dispostas verticalmente na maioria dos objectos. Isto corporiza o nosso esforço ascendente:
Longe da MÃE TERRA.
|